
Não sei quando tu voltas, é incerto.
Se ontem eras longe, hoje perto
baralhas-me a cabeça com a volta.
Não sei por onde andaste, fugidia,
não morta mas apenas escondida.
Lembrança, uma bela adormecida,
memória que procuro todo o dia.
Eu sei que vais embora com o vento,
nem olhas para trás por um momento,
mas deixas uma réstia de perfume.
A ele me agarro em tua ausência,
mitigo a tua a falta, a abstinência.
Com ele eu atiço este lume.