
Ó Morte, que me assombras a espaços,
que fazes mais escuro o meu caminho,
escusas de andar devagarinho.
Na mesma eu escuto os teus passos.
Ó Morte, que te escondes disfarçada
atrás de qualquer página da vida,
eu sei que me persegues decidida,
eu sei que não desistes nem por nada.
Ó Morte só te peço angustiado
que seja muito breve, apressado,
o teu fatal e gélido abraço.
Ó Morte dá-me apenas um momento.
Despeço-me da vida num lamento,
depois eu me encolho em teu regaço.
2 comentários:
Oferece-nos aqui uma visão plena das emoções que nos envolve a todos ao se tratar da morte. Diante da inexorabilidade dessa temida senhora, o jeito é deixar-se envolver em seu regaço.
Esse soneto nada deve aos de ilustres poetas consagrados, pois é perfeito!
Amigo
Amei sua visita..e sempre posto em meu blog(o autor), pois o direito das belezas que vocês escrevem SEMPRE deve ser dada a quem escreve as belezuras...Não sou poetisa...amo poesias..poemas..sonetos...então criei o blog a partir do orkut, pois tem vários poetas....Fiz link do seu blog ao meu...
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