
Ó Morte, que me assombras a espaços,
que fazes mais escuro o meu caminho,
escusas de andar devagarinho.
Na mesma eu escuto os teus passos.
Ó Morte, que te escondes disfarçada
atrás de qualquer página da vida,
eu sei que me persegues decidida,
eu sei que não desistes nem por nada.
Ó Morte só te peço angustiado
que seja muito breve, apressado,
o teu fatal e gélido abraço.
Ó Morte dá-me apenas um momento.
Despeço-me da vida num lamento,
depois eu me encolho em teu regaço.